quinta-feira, 4 de março de 2010

Heal The World.


Decidi agora, fugindo um pouco à regra, dar um sopro da minha opinião sobre o mundo, talvez se chame agora "quase-fim-do" , não que isto tenha alguma coisa a ver com a nova teoria discutida ultimamente, não. Este fim, é provocado unica e somente por nós, e nem esta 'pra 2012.
Aquilo a que me refiro, é bastante pior, bastante mais cruel e egoísta, e que ainda pouca gente esta ciente disso. Mas nem eu, nem 30 como eu vai mudar isso.
Entre discussões parlamentares acerca do orçamento, entre campanhas partidárias e ambições dos votos decisivos, entre manifestações e tentativas desesperadas de fazer ouvir a sua voz, a voz daqueles que se dizem injustiçados por aqueles que estao na liderança do país, vamos parar, vamos parar e pensar por quem não tem voz pra falar, mas capaz de arrasar com tudo num segundo. Alguém pensa na Natureza?
Não que sejam ameaças ou avisos, é apenas uma chamada de atenção ao mal que lhe continuamos a fazer, todos os dias...
Não são os escritos do tratado de Quioto, nem as promessas de mudanças a 180º, não!
Não é isso que a faz acalmar.
"O Futuro somos nós" dizem eles, os adultos. Mas o que eu vejo? o que eu vejo é um futuro mais negro que um velório. Vejo os jovens a fugir das suas casar para ir para as discotecas, vejo os que queimam os neuronios em todo o tipo de "playstations", ou então, os que, longe disso, preferem a droga para "curtir uma moca" de vez em quando. Ricos em inteligencia e rodeados de tecnologia, e esta fica inutil nas maos de tais criaturas (das quais, por sinal, faço parte). E por entre tanto alarido, não se dá conta de que o ar que respiramos já nem é puro, e a terra que pisamos pode a qualquer momento romper e acabar com tudo, e que mesmo os céus não perdoam e atacam todas as frentes.
É esta a realidade, e não é Deus que vai resolver isto, não enquanto o mundo inteiro não quiser, de facto, sobreviver.

E agora pergunto: O que vai ser da tua geração?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Eu escrevia um livro a partir daqui...

este texto pode ferir os mais "frágeis"
mas veremos do que a imaginação humana é capaz:



Havia um menino chamado Asdrúbal que gostava muito da Ofélia e a Ofélia gostava muito dele. Pelo menos era isso que eles achavam.

Eles namoravam, vá davam beijinhos na bochecha um do outro (nada de badalhoquices).
Um dia a Ofélia conheceu a Roberta e a Rebeca mas nunca foram grandes amigas. Faziam algumas coisas juntas, mas uma coisa é certa, não havia segredos entre elas. Contavam tudinho tudinho, até aquelas coisas que nos leva a dizer: “OOOOH POR FAVOR, EU NÃO QUERIA SABER DISSO…” yeah right
Eram amigas!
Apesar de não serem as “best friends”, a Roberta e a Rebeca repararam que a Ofélia estava sempre triste, desanimada e resolveram falar com ela.
Ofélia que era uma menina tímida e não muito sociável, quando foi confrontada com este facto, corou um pouco e deixou cair uma lágrima. Lágrima que mais pareceu um dilúvio para as suas amigas. Elas não aguentavam ver assim a Ofélia, e ainda por cima não sabiam a razão.
Uns dias mais tarde, quando Ofélia finalmente lhes contou o que tinha, descobriram que era o Asdrúbal que a deixava naquele estado. Dizia-lhe coisas muito, muito feias e ela aceitava-as pois gostava dele. Ofélia aceitou tudo. Insultos, insinuações, acusações sem razão aparente.
Não contentes com isso, as duas amigas de Ofélia tudo fizeram para que ela deixasse o Asdrúbal. Ouviram-na e fizeram-se ouvir.
Quando finalmente ela o deixou, elas foram o seu verdadeiro suporte. Falavam com ela, saiam com ela, choravam com ela, disparatavam, faziam de tudo so para a ver feliz… aos poucos a relação entre elas foi ficando mais forte.
A Roberta e a Rebeca estavam realmente felizes por ver a sua amiga sorrir.
O Asdrúbal, apesar de não ser muito bonito, sabia “derreter o coração de uma menina” e foi o que fez com Ofélia. Derreteu-o e ela voltou para ele deixando assim os corações das suas amigas partido em mil pedacinhos. Amigas que fizeram de tudo para a ver feliz.
Nas primeiras semanas, Ofélia era feliz com o seu Asdrúbal, mas foi sol de pouca dura. Quando se chatearam (Ofélia e Asdrúbal), a Ofélia veio a correr chorar nos braços das suas amigas, e estas pondo a amizade acima de tudo, acudiram-na.
Porem Ofélia pouco se importava com o que a Roberta e a Rebeca diziam e voltava para Asdrúbal sempre que este lhe falava mansinho. Mas sempre que se chateavam, ela chorava-se no colo da Roberta e da Rebeca.
As amigas de Ofélia começaram a sentir-se usadas. Não eram um saco de boxe. Não podia continuar assim.
Houve uma altura em que o Asdrúbal insultou as amigas de Ofélia. Ele chamou-lhes um nome muito feio (que eu não digo porque o meu pai não deixa e a minha mão é capaz de não achar grande piada), mas podem acreditar em mim quando eu digo que é muito feio. O mais incrível é que a Ofélia não defendeu as suas amigas que eram capazes de dar um rim por ela. Não havia mais nada a fazer, a cabeça de Ofélia estava completamente virada do avesso.
A Roberta e a Rebeca finalmente perceberam que a sua amiga não era tão vítima quanto isso, também tinha muito que se lhe diga, ai tinha tinha. Aos poucos, juntando tudo, começaram a perceber quem ela era de verdade!

Passaram-se meses e a Ofélia e o Asdrúbal estavam sempre a acabar e a começar, a acabar e a começar. As amigas de Ofélia já não acreditavam que aquilo era amor. Chamavam-lhe obsessão. Era doentio o que eles sentiam. Mas ainda assim a Roberta e a Rebeca ajudavam no que ela precisasse.
Fartas, confrontaram Ofélia e ela teve coragem de dizer:”Eu é que sei da minha vida, deixem-me em paz!”.

Escusado será dizer que a Roberta e a Rebeca estão agora internadas na ala psiquiátrica do hospital São Joao. E já foram operadas várias vezes ao coração porque está partido, OH SE ESTÁ PARTIDO.

ADENDA 1. Os personagens são totalmente ficticios
ADENDA 2. Eu sou a Rebeca, e a Roberta e eu fizemos isto juntas. Obrigada Roberta!
ADENDA 3. és LINDA Roberta, e pura, purinha!
ADENDA 4. Sinto que voltei aos meus 14 anos, e sabe bem...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Yell, scream, and shout !



"Dear... world"

"...stupid dream.
for me, for my own happiness, I will give my all to make it happen no matter what.
I deserve that, I have the right to fight, and live, and cry, and fall... and find a way to get the fuck up!

it's not a information, it's a warning: I am here, rather you like it, or not.



with love,
Anne
"

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

.


She looked again to the mirror, petrified.
Ran her hand over her face, the skin weathered portrayed every memory she had witnessed.
Involuntarily a gentle and shy smile escaped, a tear was quick to go down the corner of her eye until the tip of the chin.
And so she knew the time had come. (...)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

uma parte.


23 de Novembro de 2003

3.45h, segunda-feira

“Voltei a acordar sobressaltada pela má vinda de um pesadelo, que nem o consideraria tal se não fosse a ausência dele, do lado direito da cama, onde costumava ficar, lugar que agora permanece vazio, mas que o meu corpo não se atreve a ocupar, ás vezes ainda sinto que está quente.

Não esperava encontra-lo ali ao acordar, no fundo – mesmo muito fundo – até sei que não haverá mais manhã (ou noite) em que a presença dele seja certa. Conformismos meus.

Eu sonho muito desde que foste embora, sonho com muitas coisas, todas diferentes mas… mas nunca sonho que te tenho, e até acho que isso nunca aconteceu. Eu nunca te tive, tinha o que queria de ti, tinha o que me davas. Mas nunca te tive. Nem vou ter mais, acabaste…”


-12.47h, segunda-feira

Não me lembro de ter escrito aquilo durante a noite, nem me lembro de ter acordado, nem sequer me lembro de ter escrito uma coisa sobre alguém que julgava ter apagado.

Está uma manhã muito feia e quase que, através da chuva, me convida a não abandonar a cama. Mas acabei por me levantar, aqueci o café que sempre dá um chega-para-lá á preguiça e como não preciso de ter pressa para o trabalho, vou-me deixar aqui.

Detesto esta sensação, detesto estas borboletas na barriga quando a minha cabeça tem espaço para alguma coisinha a mais, e esse espaço fica ocupado pela saudade que me deixaste. E detesto que isso tenha tanta importância que me faça escreve-lo. No fundo, detesto-te, mesmo que já não existas na minha vida, continuo com uma amargura que me faz parar de beber o café que tão bem me costuma saber – até o sabor do café me lembra de ti, maldito.

Continuo a achar idiota e absolutamente parva a forma como deixamos tudo para trás, mas não vou “bater mais no ceguinho”, antes que ele fique com cicatrizes.

Ás vezes lembro-me que nesta altura, tinhas tu feito anos há pouco tempo, e eu já andava outra vez aflita com o que te haveria de dar no Natal, também me lembro que costumavas ficar na mesma. Lembro-me que por esta altura, também não sabíamos o que fazer quando mais um mês se completava, naquilo a que se chama de relação.

E isto faz-me trazer á consciência que depois de ti, não houve mais…tu. Nem há-de haver. Apesar de não ter estado absolutamente sozinha desde que foste, hei-de sempre andar á procura de bocadinhos de ti nos que aparecem, e isso faz com que eles partam também, e tenho um certo receio de que isso me acompanhe até ao resto dos meus dias. Mas que seja.

Agora… agora vou passear, pode ser que te encontre...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

mindfuck!


Não tenho a minima vontade/paciencia/inspiração/qualquercoisamais para escrever. Por isso.. quando a minha cabeça voltar ao sitio onde deveria estar, eu penso em voltar aqui.

so, fuck you all
e Bom Natal e Ano Novo e essas tretas todas.




ps. fica a agradável imagem das meninas com o rabinho afastado.

domingo, 22 de novembro de 2009

what if...?


Não preciso de explicações lógicas e gradualmente dramáticas, de acordo com o crescimento do que está cá dentro, daquilo a que está designado como "sentimento".

Respira, enche os pulmões de liberdade sóbria, mas volta.. está bem?

Acho que é só medo -outra vez a porcaria do medo...!- e eu deixo-me sempre intimidar por ele, e deixo que isso chegue a ti, e não pode ser, não pode ser.
Que vergonha...


"Ninguém disse que ia ser fácil, mas também.. ninguém disse que ia ser tão difícil."